O TDAH e seus aspectos emocionais

O TDAH e seus aspectos emocionais

O TDAH e seus aspectos emocionais

O Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento, seus sintomas mais comuns estão relacionados à falta de atenção, concentração e impulsividade. Um terceiro sintoma importante é a hiperatividade motora, que pode ou não estar presente. O diagnóstico requer que os sintomas tenham início entre os seis e os doze anos de idade e que persistam por mais de seis meses. Nas crianças, os sintomas de déficit de atenção muitas vezes aparecem como características de um mau desempenho escolar. Já nos adultos, falta de organização e dificuldades de engajamento em atividades que exijam responsabilidade são mais evidentes. Trata-se de uma alteração no funcionamento do sujeito e, por isso vai acompanha-lo ao longo da vida.

O diagnóstico do TDAH é clínico, ou seja, evidenciado por sintomas e características comportamentais. A avaliação neuropsicológica é um outro recurso de investigação clínica que pode ser de extrema importância para determinar o perfil do funcionamento cognitivo, que é obtido através de testes psicológicos e interação clínica.

Observa-se que pessoas que apresentam o transtorno, na maioria das vezes também apresentam problemas psicológicos, emocionais e sociais, o que torna ainda mais desafiadora a tarefa de aprender a conviver e compartilhar.

        Além dos sintomas já descritos, a ansiedade, o esquecimento, a baixa autoestima, problemas no controle da raiva e mudanças repentinas de humor, culminam em sérios problemas e dificuldades de relacionamento interpessoais.

               Um problema que acomete grandes conflitos familiares, é o momento das tarefas de casa, que se transformam em torturas e desavença para toda a família. No caso de adultos, a desorganização na rotina diária e simples atrasos podem culminar em perdas de projetos importantes no trabalho e até mesmo do emprego. Ou seja, a dificuldade de compreensão da problemática envolvida e as exigências do dia a dia acabam tendo como principais consequências a frustração e o sofrimento.

A informação e a organização são as melhores maneiras de conviver com pessoas com este diagnóstico e, para tanto, é essencial desenvolver uma nova visão a respeito do problema. É preciso entender o que elas sentem, praticar a tolerância e abusar das regras de convivência, dessa forma, elas se tornarão comuns e incorporadas no ambiente.

Algumas informações sobre o dia a dia que devem estar sempre conscientes: pessoas com TDAH escutam o que você diz, mas muitas vezes não conseguem absorver o que está sendo passado. Se estão preocupados com algo ou chateados, não conseguem pensar em mais nada e isso faz com que a concentração nas tarefas, conversas e situações sociais se torne uma tarefa quase impossível.

Através de intervenção, orientação e informação é possível administrar o problema e melhorar consideravelmente a harmonia nos ambientes de convivência. Comprometimento e estabelecimento de metas plausíveis são o primeiro passo para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais.